
Quem paga a conta da saudade?, de Carla de Paiva
Troco o disco da vitrola mais uma vez, antes das dez. Ney assombra os assombros do meu silêncio (do nosso

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úmido um homem sériose perguntasobre o cavalo de troiae o desejo da guerra estar com todosos seus paresmuniciadose vestidospartir de

Pi, pi, pi, agora é este som que me embala o dia todo. No começo me atordoava, pi, pi, pi,

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Sexta-feira. Vou me arrastando com as demandas do trabalho no modo “darei meu mínimo e esse será meu máximo”, tento

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O carrilhão Eu via como meu avô estava mudando,passando de um estágioa outro,perdendo velhas habilidadescom seu par de olhosamarelose a

Lua A lua em seu lugar exatoanalisando meu silêncio.Mas tenho a perspicácia de um gatoe não revelo meu incêndio. A

A vida de Márcia não era triste. Ela não se sentia exatamente feliz nos últimos sete anos, mas nada que
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