Dois poemas de Jules de Faria

Primogênita

Filha mais velha
carregando o peso
de expectativas selvagens
nascida de sonhos
que nunca existiram

À sombra
da perfeição imaginada,
ela se ergue sozinha
sem rival
no reino
sem limites
da expectativa parental

Mama

Só quando
me tornei mãe,
entendi o papel
que desempenhei
em sua jornada

Fui eu quem
dividiu sua vida

em
duas

A primeira parte,
tão misteriosa
para mim,

A segunda,
tão espantos
para você

Jules de Faria é jornalista, poeta, escritora e consultora de comunicação. Fundou a Think Olga, uma das ongs de direito das mulheres de maior relevância do cenário nacional, e atuou como presidente da organização até 2020. Em 2022, criou o Estúdio Jules, onde dá contornos para propósitos e ideias visionárias por meio de storytelling e branding. É também mãe de dois meninos e autora do livro de poemas Talvez este não seja o meu ano.

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rede (anti)social Um mar de conformismoEntre ódios diversosBoiamosSem apoio ou sustentação Tente não afundar. Curva fechada Sentimentos grandesPesadosEsmagamQuebramMeus ossos partidosAs costas feito curvaEstrada oblíquaEscorregadiaDesdobra-sePor todos

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