Em Pastoreia, Adrielly Cordeiro tece uma obra poética que desafia classificações e convida o leitor a um exercício de ressignificação da palavra pastorear. Mais do que guiar rebanhos, pastorear é aqui entendido como ato de costurar linguagens, bordar memórias e mergulhar em conexões invisíveis que unem tempos, corpos e territórios.
Com uma escrita que transita entre o lírico e o político, a autora constela referências que vão de Ezra Pound a Carolina de Jesus, de rituais ancestrais a hiperlinks contemporâneos. Cada poema é um organismo vivo que habita um pasto linguístico plural, onde cordeiros são símbolos de sacrifício, resistência e existência.
É uma obra sobre genealogias invisíveis, solidões compartilhadas e a insistência de criar mundos possíveis através da palavra.
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