Um poema de Verônica Ramalho

Bissetriz

Boto um b-side do Bowie, bebo um Bordeaux, tua blusa bordô, Belize, Berlim, Bragança, brindar na Birmânia, um barco de bruma, meu bibelô.

Anfíbia ambígua na Arábia, à boca do abismo, à beira do umbigo, um blefe banal. Um bálsamo rubi assobia, baixo à cabine, begônia benzida, bang-bang biruta, berimbau.

De biquíni na Billings balanço, brinco, rabisco, habito tua órbita. O beijo brilha bivalve, uma brecha, uma busca, beabá de bambu. Súbito júbilo bruxuleia, é a banda, a batida, o badalo brioso, uma bossa burlando, um bico bailando. 

Inconcebível trambique arbitrário, combinação sem álibi, hábito lábil, labirinto óbvio. Bandeira à beça, bicicleta bisbilhota, de butuca, de binóculo. Barbeador biônico e carabina simbiótica observam o querubim. 

Um bule de hibisco, bouquet de baunilha, biscoito e biju. Libido bilíngue, ubíquo arbítrio, estribilho.

O Bardo brada “To Be or to Be” e basta!

Verônica Ramalho é poeta, tradutora e multiartista. Autora dos livros Três Línguas, de 2021, contemplado pelo edital de fomento ProAC, e A mulher de mil olhos, de 2018, trabalhou por dez anos em cenografia para TV, teatro e cinema. É natural de Santos-SP.

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